sábado, 28 de junho de 2008

Aaaaand... We're BACK !

Putz. O ultimo post foi em Abril! É... muita coisa aconteceu neste periodo: o trabalho apertou, entrei de férias (sim, fui ao Brasil e voltei!), muito trabalho na volta.... Ou seja, pouco tempo pra dedicar à esse espaço aqui. Sem contar uma certa falta de criatividade e, hum, digamos... preguiça de escrever mesmo!

Mas estamos aí. Tenho vários assuntos na cabeça e aos pouquinhos vou colocando por aqui. Prometo que farei o máximo pra não deixar o blog às moscas. E já que estou escrevendo, vamos falar sobre algum assunto, né? É, eu sei que muita gente quer que eu escreva sobre férias no Brasil (que foram em Maio). Então, assim seja.

O problema é que não gosto muito daquela coisa clichê... Vocês sabem, aquela coisa de dizer que tinha saudades, que Brasil é maravilhoso, aquela reclamação de seu novo país (se é tão ruim, foi pra lá e vai voltar pra lá por que então?!) etc, etc. Sim, tudo meia-verdade e quem fala/escreve sobre isso é pq se sente dessa forma. Mas sei lá, acho que isso não é lá muito interessante de se ler e não é meu perfil. Sempre quis escrever aqui sobre curiosidades e visões diferentes das coisas. Então vou ser um pouquinho clichê (porque não tem como fugir), mas com moderação. (risos)

Realmente é muito bom visitar o Brasil. O grande foco da visita é - e sempre será - rever os amigos e principalmente a família. Desde o primeiro dia é muito papo pra botar em dia, muitos afagos - principalmente na minha filhinha que é o nosso orgulho - e muita, muita comida!!!!

Sempre lembro daquele papo conhecido de que "você só enxerga as coisas boas do país quando ficou um tempo fora" e que "você só sente falta quando perde". Claro que isso fica na cabeça e logicamente as comparações Brasil x UK x Europa x qualquer lugar são inevitáveis. Aliás, esse é um dos grandes motivos pra esse blog existir. Ah, e é logico que além dos familiares e amigos rolou também aquela vontade insana de aproveitar tudo o que não se tem à vontade por aqui.

A começar por beber guaraná no restaurante. Sim, guaraná é tão comum no Brasil que muita gente esquece que é produto nacional e a matéria-prima é uma planta comum na Amazônia e que (provavelmente) não nasce em qualquer solo. Sim, se procurar encontro Guaraná Antarctica no Reino Unido pra beber em casa até sem grandes dificuldades, mas não é vendido assim em qualquer supermercado, muito menos em restaurante. Sendo assim, foi guaraná, feijoada e churrasco até não querer mais.

Já quanto à questão de enxergar mais coisas boas porque vivi fora, bem... complicou. Provavelmente tenho problemas de visão porque acabei foi vendo um monte de defeitos que não via antes. (risos)

Uma das coisas que estava sentindo falta, e que aproveitei em um dia ou outro dessas férias, foi ouvir o Ricardo Boechat na Bandnews FM (sim, sei que poderia ouvir daqui via internet mas... e o saco?!). E Boechat é conhecido não somente como um grande jornalista mas também por seu amor ao Rio. Estava então ouvindo-o mais uma vez falar sobre como ama a cidade. Sobre como é linda, sobre como é maravilhoso pra ele quando não está de plantão e pode então voltar de São Paulo e passar o fim de semana na cidade maravilhosa: a orla, o mar, o relevo... que fantástico!

Sim, verdade. Mas... desculpe. Você mora no Leblon, Boechat!!! Você pega a ponte aérea, olha a vista maravilhosa, aterrisa no Santos Drumont, pega o teu taxi pra Zona Sul e não sai de lá pra mais nada (tá bom, de vez em quando vai à Barra). Eu que cheguei de vôo internacional no Tom Jobim, passei por Linha Vermelha sentindo aquele o cheiro característico de esgoto, Avenida Brasil e subúrbio de ruas esburacadas, concreto e favelas pra todo lado confesso que não consegui ter esse mesmo sentimento. Naquele mesmo momento em que ele recitava seus versos de amor à cidade eu estava ouvindo-o no Engenho Novo, sentindo calor dentro de um ônibus cheio e sacolejante com destino ao Centro e com o MP3 Player o mais escondido possível pra não dar pinta pra assaltante. Olhava para os rostos das pessoas na esperança de que o problema fosse meu, por talvez não saber ser carioca, mas só via apreensão, nervosismo, preocupação... Ninguém parecia estar apreciando a vista (do morro do Macaco?).

Enquanto ouvir coisas do tipo minha sogra dizendo que não se senta próximo à janela no ônibus vazio por medo assalto; enquanto ver idosos no ponto fazendo sinal e o ônibus "passando direto"; enquanto ouvir taxistas, amigos e familiares se sentindo especialistas em análise de assassionatos, falando do "presunto" que jogaram no lugar X ou do tiroteio diário no Leme que não deixa as pessoas tranquilas em casa; enquanto taxista disser pra mim "evito passar no tunel Noel Rosa, indepentente de horário"; enquanto tivermos que dormir ouvindo tiros; enquanto eu, um bebê, um velhinho ou uma pessoa doente quisermos dormir mas um mal-educado passar à meia-noite buzinando e gritando Vasco, Mengo, Fogo, Nense ou o kcete e outro soltar fogos e todo o mundo achar isso normal; enquanto ver ruas com asfalto e sinalização decente em Ipanema mas ruas esburacadas e "sem nome" após dirigir por uns 20 minutos em sentido Zona Norte... enquanto isso Boechat e amigos, não há paisagem, comida, praia ou mulher gostosa (com todo o respeito!) que me faça considerar essa cidade como de fato, maravilhosa. Sorry about that! Rio de Janeiro não vai só do Leme ao Pontal como cantaria o saudoso Tim Maia... O Rio vai do Leme a Bangu, a Campo Grande, a Paciência, a Santa Cruz como deveria saber o outro Maia, o Cesar. Isso sem nem mencionar a região metropolitana. Esse pedacinho bonito e relativamente arrumadinho pra turista aí não deve ser nem 10% da cidade.

(acreditem, todos esses relatos eu ouvi das pessoas só nesse pequeno período de férias no Rio!)

Dito isto e deixando esse clima pesado de lado, uma curiosidade mais amena: uma coisa marcante foi algo que comentei o tempo todo enquanto estava no Rio de Janeiro. Em pouquíssimos lugares fui atendido com sorriso no rosto e boa vontade. E isso inclui restaurantes, supermercados ou lojas, estabelecimentos privados ou públicos, pessoalmente ou por telefone. E confesso que só percebi isso agora, após esse 1 ano (sim, o tempo voa!) morando fora do país. Garçons/garçonetes, a pessoa do caixa, o trocador do ônibus, a mulher do balcão... a maioria te atende com algo que não tem outra definição senão cara de bunda!!! É lógico que aqui no Reino Unido tem gente com bottom's face (sim, a gente é posh até pra xingar! A expressão não existe mas se existisse, seria mais ou menos assim. hehehe); mas na maioria absoluta das vezes você é atendido com sorriso, cortesia e simpatia se sentindo bem-vindo. Achei isso muito curioso porque a imagem geral é de que Brasileiros (ainda mais cariocas!) são felizes e sorridentes e que ingleses são infelizes e fechados. Bem verdade que no mínimo 60% dos que atendem em restaurantes, lojas e afins aqui não são britânicos, mas grande parte é ao menos Europeu. E ainda assim não faz muita diferença porque brasileiro se gaba de ser um povo hospitaleiro e gentil e acha que o resto é fechado, não sabe "dar jeitinho", etc. A conclusão que chego é a de que somos felizes e sorridentes SIM... mas só quando estamos de folga, com as pernas pro ar. Durante o trabalho, é uma má vontade só. (risos) Ao menos entre os cariocas.

Sem contar que também achei o trânsito extremamente confuso e nervoso. Ninguém tem paciência com ninguém, pouca gente dirigindo com calma e quase ninguém respeitando as leis. Mas hey... em 1 semana eu já estava aclimado novamente. E o lance era aproveitar que estava de férias: me uni àquela galera que a gente nunca entende como que consegue ficar em Ipanema durante a semana às 2 da tarde sem ter o que fazer. Lá estava eu...

E foi muito bom. Consegui rever muitas pessoas, infelizmente não deu pra ver todo o mundo mas no fim das contas foi ótimo. Até a próxima!

PS: Enquanto isso em UK é verão. Eventos por toda parte, muita coisa ao ar livre, sol (sim, ele brilha pra todos! até pra nós aqui!), muitas idas ao (s) parque (s) - que as crianças adoram - e a melhor época pra conhecer outras cidades.
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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Turbante protetor

Esse post é rápido. Só pra vocês terem uma idéia de como a diversidade cultural é interessante por aqui. Veja um trecho retirado do código de trânsito britânico (The Highway Code):

83. On all journeys, the rider and pillion passenger on a motorcycle, scooter or moped MUST wear a protective helmet. This does not apply to a follower of the Sikh religion while wearing a turban (...)

tradução:

83. Em toda viagem, motociclista e passageiro em uma moto, scooter ou mobilete DEVEM usar capacete de proteção. Isso não se aplica a um seguidor do Sikhismo caso esteja usando um turbante.

Precisa comentar algo mais?

PS: Não... nunca vi ninguém dirigindo moto sem capacete por aqui (com ou sem turbante!). Clique aqui e leia mais...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Eleições 2008

Hoje eu estava lendo nos jornais brasileiros que saiu o calendário das eleições municipais desse ano, que propaganda eleitoral gratuita começa em 19 de agosto, mas que um pouco antes os candidatos podem fazer propaganda e tal...
Isso me lembrou de 2 coisas: a primeira é que vou ter que ou seguir o esquema de votar no consulado (que nem sei se vale pra eleições municipais), ou justificar voto (o mais provável). A segunda é que aqui em UK também estão rolando eleições municipais.
Na minha opinião, imigrar pra outro país (ou mesmo outra cidade ou bairro) significa tentar acompanhar as tradições, a cultura, os costumes e as preocupações locais. Ou no mínimo tentar um mínimo interesse. Nunca gostei da idéia de viver em guetos e tribos isoladas. Pois bem... Muita gente que esteja lendo o blog agora e morando em UK pode estar se perguntando: tem eleições neste ano mesmo é ?!
Digo isso porque se você não se interessar muito em acompanhar as notícias, nem vai perceber que as eleições municipais acontecem agora no dia 1º de Maio (sim, em menos de 1 mês!). Não tem propaganda na TV (nem gratuita nem paga), não tem palanque, não tem outdoor com candidatos, não tem panfletagem... Pelo menos não do "lado de fora" de Londres (mas fui recentemente à capital e não lembro de ter visto nada disso por lá também). Mas há sim entrevistas com os candidatos, debates, informação nos jornais, na internet... Principalmente informação de Londres, que é a cidade mais importante do país. O youtube e a BBC fecharam até uma parceria pra que as pessoas possam mandar seus videos com perguntas para os candidatos (clique aqui pra conferir).
O máximo que recebi aqui em Reading foi um jornalzinho do partido Conservador com suas propostas que deixaram na caixa do correio. Interessante é que como a cidade é pequena/média, os problemas não são muitos, então dá até pra acreditar que eles têm solução e serão solucionados. Aqui o problema número 1 é congestionamento, cujas soluções mais apresentadas (por todos os partidos) são coisas como:
- incentivar as pessoas a usar bicicleta, aprimorando as ciclovias existentes e construindo novas. Até pq a cidade é pequena... Se o cara mora e trabalha aqui, não tem necessidade alguma de usar o carro pra ir ao trabalho todo dia.
- melhorar o transporte público. Criar mais "bus lanes" e deixá-las mais "inteligentes" (deixar os carros usá-las quando fora do horário de pico).
Outros problemas clássicos são combater o "anti-social behaviour" e tolerância zero no consumo de bebida alcólica por menores (a galera aqui já com uns 14 ou 15 anos entorna o caneco legal! Meninos e meninas.). Fora isso, aquelas coisas de sempre que todo o mundo quer melhorar sempre, por melhor que já esteja: crescimento econômico (chamar mais empresas ainda pra cidade), mais parques, mais reciclagem, melhor qualidade das escolas, mais esporte (olimpiadas de Londres 2012 vem aí!)... e por aí vai. Enfim, coisas que eu vejo as pessoas discutirem na rua e nos foruns da vida.
Interessante essa questão política por aqui. Isso pra mim significa que o cidadão por aqui tem que buscar saber como anda a política, tem que querer participar. E quem está interessado busca saber mesmo...

PS: Outra coisa que é pouco anunciada é a mudança para o horário de verão. Teve muita gente chegando atrasada no trabalho porque não sabia que o horário tinha mudado. Deve ser porque aqui o horário todo ano muda na mesma época (ultimo fim de semana de março), diferente do Brasil onde todo ano se determina quando vai acontecer e quais estados participarão. Aí tem que anunciar muito mesmo...
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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Domingo, eu vou ao Maracanã...

Tudo bem. Era quarta-feira e o destino era o Emirates Stadium. Mas pra assistir futebol, a preparação e as musiquinhas que pintam na cabeça são as mesmas.
Assim que confirmou que meu país de destino em meu projeto "viver no exterior" foi confirmado como o Reino Unido, uma das primeiras coisas que lembrei foi : "tenho que assistir a um jogo do Brasil". Isso porque no mundo futebolístico completamente louco em que estamos, é muito mais fácil assistir à seleção brasileira jogando na Europa do que no Brasil. No Maracanã então, nem se fala.

Quarta-feira 26 de Março de 2008 foi o dia : Amistoso Brazil v Sweden. Como qualquer interessado em futebol (falo em "interessado" porque sempre estive loooooonge de ser torcedor de fato), a curiosidade de saber como é um estádio Europeu é a coisa mais comum. Brasil vs Suécia foi no Emirates Stadium, do time do Arsenal.

Então vamos lá. A preparação começa em saber quem iria comigo ao jogo. Se ninguém estivesse interessado, iria sozinho de qualquer forma, mas com compania é sempre melhor. Entre os diversos brasileiros que conheço, a maioria se esquivando : ninguém interessado em ir à noite no meio da semana "lá" pra Londres. Sem contar que todo o mundo já matou a curiosidade de ir no estádio (já estão aqui a tempo suficiente).

Quem se interessou rapidamente em ir foi, pasmem, um inglês (mas esse não conta porque é quase brasileiro). No fim das contas juntamos 4 amigos, e "vamu que vamu". Compra-se ingressos via internet, já com o assento numerado e na posição que mais te interesse (ou que você tenha dinheiro pra pagar). No dia do jogo vale aquela olhada na previsão do tempo pra saber como se vestir (coisa padrão por aqui !!), e "off we go".

Vestido à carácter


Ticket de trem+metrô, ingresso do jogo... tô pronto. Reparem o detalhe: Quadrante Laranja, Portão A, Bloco 93, parte superior, fileira 11, assento 85. PQP !!! Vai ter info assim lá na China ! hehe

Já no trem de Reading pra Londres encontrei um camarada com camisa do Brasil e outro com camisa do Flamengo. Já fomos daqui até lá conversando e aquecendo pro jogo. Depois de encontrar com o resto do pessoal, foi o momento de enfrentar o metrô de Londres na hora de Rush. Pra piorar teve uma pane nas roletas da estação King's Cross (que foi o caminho escolhido... no metrô de Londres você chega ao destino por vários caminhos diferentes) e a estação ficou lotada.
Depois de pular a roleta (literalmente. Estava em pane!!) e seguir viagem, saimos em uma das estações de metrô (porque nunca é uma opção só) que servem o Arsenal e daí foi só seguir a multidão para o jogo.
O jogo em si foi morno, pra não dizer chato. Mas a atmosfera de ir ao estádio torcer para o Brasil no exterior é muito legal. 60 mil pagantes dentre os quais dá pra dizer que eram 80% brasileiros, 15% estrangeiros (não necessariamente ingleses) torcendo para o Brasil e uns 5% Suecos. Esse percentual de estrangeiros é o que achei o mais interessante. Prova viva de que futebol brasileiro é espetáculo. Ou pelo menos deveria ser...


OBS: Flog atualizado com fotos do jogo. No Miscelaneous também tem novidades (sempre tem!), além do passeio no Madame Tussaud

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domingo, 9 de março de 2008

Suisse et Belgique: "Parlando" français ... ou não.

Nas últimas 3 semanas viajei a trabalho pra 2 países diferentes: Suíça e Bélgica. Ambos têm sua semelhanças, e em ambos não tive muito tempo de passear, já que estava a trabalho. Sendo assim, vale falar dos dois em um post só.

Switzerland

Na Suíça desembarquei em Genebra e de lá parti em uma viagem de 1hora muito agradável de trem até Montreux, que fica na região montanhosa. Ainda no avião já se percebe facilmente que "a Suíça chegou": você vai olhando pela janela e sempre vendo tudo plano no sul da Inglaterra, no norte da França e de repente, boom, várias montanhas com o topo branco de neve. E essa beleza natural é um diferencial da Suíça se comparada a vários outros países europeus, principalmente se compararmos as grandes cidades.

(Clique aqui pra ter noção geográfica e de terreno, no google maps)


Infelizmente não pude passear por Geneva. Mas em Montreux tive a oportunidade de ir para a montanha e brincar de "tobogganing", o que foi muito legal. Ver tudo coberto de neve e tocá-la pela primeira vez é igual mineiro vendo o mar. Como estou aqui pra traduzir as coisas, falo pra você como é: sabe aquela geladeira antiga (que não é "frost free") que precisa ser descongelada? Poizé, mete a mão ali dentro e tira um pouco do gelo que está grudado na parede. Assim é a neve depois que acumula... (risos)

Impressões gerais:

- Realmente é fácil se virar falando só inglês. Como o país já é poliglota mesmo (Italiano, Francês e Alemão são línguas oficiais), imagino que aprender mais uma (inglês) não é lá tão complicado. Sem contar que é um país meio que "de passagem" ou neutro, onde gente do mundo todo faz negócios ou vai pra morar, então inglês é a língua comum.

- Come-se muito bem, com visível influência da culinária francesa. Além disso, tive oportunidade de comer um fondue (com queijo sendo feito ao vivo no restaurante) e ouvir de um colega suíço como que se faz e se come um tradicional fondue (que é só de queijo... os outros são invenção de moda de acordo com ele. Fondue de carne eles chamam de "fondue chinês" por exemplo). Diz ele que é comum colocar um ovo dentro do fondue quando o queijo já tá naquele finalzinho. Essa eu não sabia! Ahhhh... e vale a regra do Seinfeld tb: "no double-dipping" !! :-D

- É organizado e limpo sim, mas não senti lá uma diferença tão absurdamente gigante para os outros países europeus. A lição é mesmo aquela de que todo o mundo compartilha dos mesmos problemas, mas em escala diferente. Não existe perfeição... até lá eu vi pichação na parede por exemplo !

- É organizado, limpo e seguro também porque ... é simplesmente morto ! Não tem nada pra fazer e não tem aglomerado de gente. Um colega que mora em Genebra contou que ele foi viajar por uma semana com a família e na correria esqueceram de trancar a casa. Na volta a mulher dele lembrou desse "detalhe", eles encontraram a porta aberta e pensaram "já era". É, mas estava tudo lá direitinho no lugar onde deixaram. Embora seja "Geneeeebra", na verdade é clima de cidade pequena.

- É um lugar caro, muito caro. Igual ou mais caro do que Londres. Principalmente restaurantes e trens, que foi o que usei.

Belgium

Fui em Bruxelas pra fazer um curso de 4 dias. Essa eu tive mais tempo de visitar, se bem que o lugar onde fiz o curso era próximo do aeroporto, que não fica no centro da cidade (como em quase toda cidade do mundo). Mas ainda assim pude sair em uns 2 dias à noite pra ir ao centro.

A diferença de Bruxelas para outras grandes cidades européias é que entre o fim do século 19 e o fim do século 20 eles resolveram demolir um monte de coisas pra construir novos prédios. Sendo assim, Bruxelas tem uma cara bastante moderna, o que é decepcionante em termos de Europa, onde todos querem ver os centros históricos. Em Bruxelas, o que tem de histórico não passa de 1 quarteirão.

Tanto não tem nada pra ver na cidade que o grande monumento e símbolo da cidade é o minúsculo Manequinho (Manekin pis)... sim, aquele mulequinho mijando que o Botafogo usa de mascote.


Impressões gerais:

- É considerada a sede da União Européia e se vangloria por isso. E realmente tem sede européia de diversas importantes entidades e empresas.

- Está cheia de prédios altos (skyscrapers), muito mais que em Londres.

- Está cheia de marroquinos. Fui em um restaurante de cozinha marroquina e gostei muito. Muita coisa que a gente provavelmente adaptou no Brasil. o "Couscous" lembra muito a nossa farofa (embora a gente tenha o nosso próprio cuscuz claro, só que o mais conhecido brasileiro é doce). E também comi uma carne de carneiro que estava ensopada e desfiando que nem uma rabada.

- Achei até mais fácil que na Suíça de se virar em inglês. É mais um país bilingue (até os nomes de ruas... é "Rue du Commerce" ou "Handelsstraat"), e em todo lugar que fui os caras nos entendiam inglês, incluindo os taxistas. Que bom, mais uma vez não precisei gastar o meu inexistente francês.

- O clima é igual ou mais chato do que o de Londres. Estão próximos um do outro, praticamente na mesma latitude...

- Os motoristas dirigem mal. Percebe-se claramente que há muito menos educação e calma no trânsito se comparado com o Reino Unido.

Em suma, os dois países são muito interessantes, mas são visivelmente lugares de destino de trabalho principalmente. Visitar a Suíça pode ser uma ótima pra quem está na Europa por conta das montanhas (ótimo para esquiar). Morar na Suíça me parece excelente pra quem quer organização, tranquilidade e altos salários. Depende do gosto de cada um. Essa é a beleza do mundo. Já pensou se fosse tudo igual ?

**** Mais fotos podem ser vistas no meu flog (link no menu) ****

PS: Aprendi também que os caras nesses 2 países falam francês "de macho". Acho que esse negócio de falar com biquinho e meio desmunhecando é coisa de francês da França ! hehehe





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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

One hundred and rising...

Desde quando defini que meu destino no exterior era a Inglaterra, uma das primeiras coisas que pensei foi "no próximo show do Incognito eu TENHO que ir".

Sendo assim, esse post é rápido ! É pra falar de um momento inesquecível que aconteceu na noite do dia 26 de Janeiro de 2008. É pra dizer 2 simples palavras: "EU FUI !!!".




E faço minhas as palavras do meu camarada blogueiro Sandro Barretto, já que ele descreveu a experiência tão bem em seu blog.

Se você está se perguntando "que banda é essa", aí vai um pedacinho do show (eu sei... tá mal filmado pra kcete). Mas te garanto que se um dia pegou carona comigo em meu carro, você já ouviu ao menos uma das mais de 100 músicas da discografia dos caras e que eu ouvia (ok, ok... que ainda ouço) o tempo todo ! (risos) :



Mais um pouquinho de "U"... Agora não fui eu quem filmou, foi em outro ano e com outra formação (sempre mudando nos quase 30 anos de vida), mas é pra sentir a versatilidade. O mais puro Acid Jazz.




£25 bem gastos ! E agora é missão cumprida, acho que já posso voltar pro Brasa ! (risos)

*Pode parar de coçar a cuca. "One hundred and rising" é só o nome de uma das músicas (faixa título do disco de 1995).
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sábado, 12 de janeiro de 2008

Capitulo 10 - Mãos à massa !

Lembro que ainda enquanto eu estava me preparando pra sair do Brasil, um colega falou: "Você já provou a comida inglesa ? É horrível !". Pois bem... A primeira grande pergunta que faço para os que têm essa opinião é simples: "que comida inglesa?". "Baked beans?" Tá bom, vai lá... isso é tipico (incluindo o "full English breakfast"). Agora, "Fish and Chips"? Está brincando! É até gostoso mas, putz. No Brasil o que a gente tem em mente como um dos pratos mais simples do mundo é "bife com batata frita". Pois é, chamar "peixe com batata frita" de prato típico é sacanagem.
Aqui é reconhecidamente (pelos próprios ingleses) um lugar praticamente sem comida típica. Sim, há bastante coisa interessante (e sim, gostosa!) nos pubs da vida; eu diria até que algumas coisas você só vai encontrar no Reino Unido mesmo. Mas nada que possa realmente se destacar no cenário mundial. Talvez um dos pratos mais interessantes seja o curry, que chegou graças aos Indianos e outros imigrantes asiáticos e foi adaptada por aqui.

Hum... então já era: ir pra Britain significa comer muito mal ? De forma alguma!

Ingredientes e pratos de todas as partes do mundo estão por aqui. Nos restaurantes, come-se quase de tudo e em geral daquele jeito europeu, com entrada, prato principal e sobremesa. Não esquecendo o café ou chá (com leite!!) no final.
Como ninguém vive só de restaurante (até porque aqui é geralmente bem caro), a boa mesmo é usar e abusar do supermercado. As melhores frutas tropicais (antes que perguntem, sim... muitas com a etiqueta "country of origin: Brazil"), muitos temperos, alguns produtps industrializados que a gente já conhece (Nestlé, Heins, Kellogg's, Knorr e as coisas da Unilever...) e muitos que passamos a conhecer aqui. Sobre as frutas, é visível como a qualidade é superior por aqui. Chega a ser triste ver que tá cheio de frutas lindíssimas de encher os olhos nas prateleiras dos supermercados daqui enquanto que no Brasil parece que é sempre o resto. O mesmo vale pras verduras que sendo importadas ou não, também estão quase sempre lá, "brilhando".
Frango, porco e carneiro (lamb) estão sempre presentes e peixe é provavelmente a carne mais consumida. Os peixes mais populares daqui são sem dúvida Salmão e Bacalhau, curiosamente dois dos mais caros no Brasil. Carne vermelha está presente sim e até em boa quantidade, embora não seja lá a coisa mais popular (e nem gostosa). Não é lá muito comum ver aquele monte de peças inteiras de carne (como a gente faz no nosso churrasco) à venda. Mas se você quiser, compra sim. Oss brasileiros chegam a fazer feijoada (com quase tudo o que é comum dentro) com direito a guaraná Antártica (que não esqueçam é brasileiro!) pra acompanhar. Ou então churrasco com direito à Picanha brasileira. É só saber onde encontrar.
Isso me lembra das dificuldades. Como identificar se aquele bife é de maminha, contra-filé ou picanha ? Como é Creme de Leite em inglês? Perae... a propósito, como é o molho inglês, em inglês? (risos) Eu como o bom nerd que sou, adorei estudar, pesquisar e aprender sobre essas coisas. Os cortes de carne por exemplo, são bastante diferentes entre os países. Tive que ficar comparando corte de boi britânico com corte de boi brasileiro pra entender o que de fato seria um Sirloin. E nem adianta achar que com isso eu estou apto a comprar a carne certa nos EUA. O corte de lá já é um terceiro corte.
Muitas comidas prontas e/ou semi-prontas também têm destaque. Uma loja chamada Marks & Spencer vende comidas prontas de qualidade excelente. Como a tradição britânica (que ao meu ver, está enfraquecendo com o tempo) é a de que almoço é uma coisa secundária e tipicamente é só um sanduíche, é comum o pessoal dar uma passada nessa loja pra comprar os sanduíches naturais e sucos de lá.
Vale lembrar também que se você é como eu e não consegue viver só de miojo e comida congelada (não aguento mais aquela lasanha dos plantões na Embratel !!!!), só há uma solução: cozinhar. Já no Brasil eu sabia lá algumas coisas básicas, mas aqui é um bom lugar pra desenvolver esse talento.

Salmão ao molho de mostarda, basil e tomate. Sim, eu quem fiz !! Até o Gordon iria gostar !

Sobre os restaurantes, a variedade é bastante grande. Há italianos, franceses, indianos, tailandeses, chineses (em grande número), japoneses (nem próximo da variedade que tem no Brasil), brasileiros, etc. Além dos fast foods, claro. Pra mim é um pouco irritante o fato de que em muitos lugares a comida é picante (é só ver como comida indiana, tailandesa e mexicana fazem sucesso !), mas dá pra fugir e não é tão absurdo quanto nos EUA.

Chama atenção também o fato de que todo produto no supermercado tem informação sobre ingredientes que são tipicamente preocupação dos alérgicos. Sem contar a clara preocupação em oferecer produtos aos vegetarianos. É muito difícil ir a um restaurante e não ver uma clara marcação (não por acaso, em VERDE) ao lado de alguns pratos no menu dizendo "suitable for vegetarians" (adequado para vegetarianos).

Por fim, percebe-se uma vontade grande no mercado culinário e na mídia em reverter aos poucos a fraca reputação culinária internacional do país. O pessoal do Brasil com TV por assinatura já conhece os nomes Jamie Oliver e Gordon Ramsay. Com eles, muitos e muitos outros chefs criam livros de receitas e programas de televisão pra ajudar a variar ainda mais a mesa dos britons.

No fim das contas, tenho certeza de que aqui estou comendo em porções menores, viciando a ir em restaurante e sempre pedir entrada (acho que eu nunca fazia isso no Brasil) pra poder comer em "three courses", além de ter invertido a proporção carne vermelha/peixe da minha dieta. Sendo assim, posso dizer que o resultado final é que (estranhamente) estou comendo melhor (leia-se saudável) aqui do que no Brasil. Mas não interessa: pode ter certeza que a minha próxima visita ao Brasa vai ser movida a churrasco, beco da sardinha, manjubinha na praia, carne de sol do "LG" e tempero da mamãe.
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domingo, 23 de dezembro de 2007

Capitulo 9 - O Povo : colonizador vs. colonizado

Antes de mais nada, obrigado à todos pelos comentários, principalmente no post sobre Madrid. Continuemos assim, gerando discussões e mantendo contato.

Esse post é um comentário relacionado ao blog do meu amigo Marlos, que está bloggando de lá de Sydney, Australia. No post O POVO, ele comenta sobre o jeito de ser dos aussies. Conforme combinei com ele, vamos tentar mostrar as diferenças entre os dois países, até porque sei muito bem que está cheio de gente lendo o meu blog ou o dele e pensando em imigrar para um dos dois países. Sem contar que tem muito carioca que quer imigrar e pensa logo em Australia, por ter praia e clima parecido com o do Brasil, sendo sempre quentinho (pesquise direito que você vai ver que não é bem assim!). Vale lembrar que a Australia era uma colônia britânica, na qual a independência se deu com o estatuto de 1931, aderido 100% pelos australianos em 1942. Isso se entendi bem e fiz o meu dever de casa corretamente... (risos) De lá pra cá muito mudou em ambos os países, então vamos comparar.

Marlos diz que de maneira geral o povo é educado, gentil e solidário. Não tenho nada a adicionar, também tenho o sentimento de que aqui é o mesmo. Se você vai a uma loja ou a um restaurante, espere ser atendido com um sorriso. Ficamos impressionados quando fui à delegacia (porque todos os que têm visto de mais de 6 meses devem se cadastrar na polícia) e fui extremamente bem atendido pelas policiais (mulheres!). Além disso, se duas pessoas se esbarram, ambas falarão "sorry", independe de culpa.

"O povo australiano goza de um padrão de vida muito alto (...) o povo daqui é bastante simples". Se os aussies aí usam bermudão, aqui entre os britons isso é raro mesmo no verão. O clima logicamente influencia (e muito!) a forma de vestir das pessoas. Aqui é todo o mundo relativamente bem vestido, até porque mesmo as roupas baratas são de boa qualidade. A mulherada dificilmente sai sem maquiagem na rua e muitas usam e abusam (mas a maioria fica muito bem... nada exagerado). Quanto aos homens, nada de cabelo despenteado. É comum os caras criarem penteado e botarem um gel pra ficar brilhando. Mas nada exagerado também... Terno e gravata é extremamente comum, assim como o famoso sobretudo. Eu diria que nas roupas em geral, as pessoas no dia-a-dia se vestem como qualquer carioca quando vai sair pra uma festa comum à noite. Vale dizer que é visível como a influência nas roupas do Brasil vem da Europa e não dos EUA, que é de onde as pessoas acham que o Brasil copia tudo. Agora, "(...) andarem descalças nas ruas, andarem de chinelo havaianas em vôos domésticos, motoristas de ônibus trabalhando de bermuda" ?! Isso é inimaginável por aqui !

"O espírito de comunidade também é grande". Sem dúvida meu amigo! Aqui também é assim. Quando chegar a primavera, os jardins e parques públicos ficarão todos floridos e ninguém vai lá tirar uma flor pra levar pra casa. Isso que o Marlos falou sobre sacolas plásticas para que os donos limpem a sujeira dos cães eu ainda não reparei por aqui. Mas se não está disponível publicamente, os donos provavelmente levam, porque não lembro de ter visto cocô de cachorro no chão.

"Se você por um acaso deixar alguma coisa em algum lugar, tipo um parque, você pode voltar para buscar que muito provavelmente ainda vai estar lá". Hum... não me arrisco a dizer isso por aqui não. Se for por pouco tempo, é provável que esteje lá sim mas... se você deixar uma sacola ou mochila nas estações de trem ou metrô por muito tempo, eu diria que você não encontra mais. Não que tenha sido roubada. É que eles sempre anunciam : "don't leave any items unattended! Any unattended item will be removed and possibly destroyed!" (tradução: "não deixe itens por aí de bobeira ! Qualquer item 'largado' será removido e possivelmente destruído!). Não pode dar bobeira pro terrorismo, certo? ;-)

Quanto à atos de vandalismo, eles são poucos mas ocorrem. Principalmente em coisas como pichação e quebra de cabine telefônica. Mas sim, fortes multas (ou cadeia !) para os infratores. Também fico revoltado quando vejo lixo no chão, tipo latinha de cerveja ou saco de lanche do McDonalds. Não se compara com o Rio, mas de vez em quando você encontra. Lamentável... coisas de inglês idiota, de adolescente sem educação, de gente bêbada ou de imigrante que não tem cuidado.

Lembrei de outra coisa que faz parte da sociedade e que chama atenção: a preocupação com o meio ambiente. Marlos falou em recompensa para os denunciantes, e lembrei que aqui se tiver um vizinho regando o jardim ou lavando o carro com mangueira, alguém vai ligar pra polícia e denunciar ! O infrator vai tomar uma multa e quem denunciou, uma recompensa. É pra regar o jardim com regador !!! Isso me lembra de como eu ficava lamentando lá no Rio de ver um monte de gente na rua usando a água que sai da mangueira como vassoura !

Outra coisa com relação ao meio ambiente é a questão da coleta seletiva e dos sacos plásticos. É comum o supermercado te dar desconto na conta caso você devolva alguns sacos. Além disso, em algumas lojas de roupas, eletrônicos e outros, é muito comum o caixa te perguntar: "o senhor precisa de sacola?". Nas primeiras vezes nem me liguei, mas depois comecei a perceber isso e a me sentir culpado em responder "sim". Se eu já comprei algo em uma loja e já tenho uma sacola na mão, pra que pegar outra só porque comprei uma mísera embalagem de pilhas alcalinas? Viver por aqui é se acostumar com esses novos conceitos. E fico me perguntando: "será que depois 'desacostumo' ao voltar (voltar?!) para o Brasil ?"
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sábado, 15 de dezembro de 2007

Videos - dirigindo do lado... certo !

Mais um pouco pra vocês terem uma idéia de como é... em movimento ! :-)

Indo pro trabalho de manhã. M4 eastbound :



sim... não confundam : a pista rápida é a da DIREITA ! Ultrapassagem é pela DIREITA !



Voltando pra casa à noite. M4 westbound :





Passando pelo centro de Reading:



Agora em uma zona mais residencial :


Dirigir por aqui é aprender a ter noção espacial. Tem que ser craque em tirar fino, sem bater !


Vale lembrar também que os motoristas costumam respeitar as leis de trânsito. Além disso, fiquei impressionado em como as pessoas são mais educadas e calmas. Os motoristas chegam a DAR PASSAGEM quase que sem você pedir. No Rio, parece que o pensamento que impera é aquele : "o que esse babaca quer fazer? Não! Aqui não vai passar não!". Já por aqui, muitos chegam a tentar adivinhar o que você quer fazer e sempre alguém vai te dar passagem sem que você precise "implorar" ou quase jogar o carro em cima. Além do mais, tudo cheio de gentilezas : deixou o carro ao lado trocar de faixa Pode ter certeza de que vai receber um aceno de obrigado com as mãos ou com o pisca-alerta.

Também não vejo as pessoas impacientes mudando de faixa o tempo todo em um congestionamento e também NUNCA vi ninguém "costurando" na rodovia. Mas é comum algumas pessoas passarem do limite de velocidade sim. Mas também, sinceramente : com pista limpa, sem buracos e carro luxuoso e potente, tem que fazer um grande esforço pra não passar de 70 mph (+- 110Km/h). Por outro lado é comum às 11PM ver NINGUÉM na pista rápida da rodovia, com os carros trafegando pela pista lenta, mantendo-se no limite de velocidade e usando a pista rápida só pra ultrapassagem (como manda a legislação). Clique aqui e leia mais...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Capitulo extra - Sotaque inglês

Finalmente achei um exemplo pra descrever a variação de sotaque dos ingleses.
Uma propaganda da Heineken de 1985 !!
Nessa propaganda, o cara tá tentando ensinar pra garota como falar que nem um "Cockney" ou "working-class".

ela tem q falar :
"The wa'er in Majorca don' taste like wot it ough' a"

mas só consegue falar do jeito "posh" do "standard English "(ou "RP=Received Pronunciation", ou ainda "Queen's English" ou "BBC English" talvez) :

"The water in Mallorca doesn't taste quite how it should"

Até que claro, ela bebe a cerveja.

Ahh... e ainda tem o clássico "Oi, Dale"! Sim, eles usam "oi" aqui !!

Aí sempre lembro das pessoas dizendo : "acho o sotaque britânico tão mais bonito!". Bem, é bom saber QUAL sotaque britânico ! Aliás, esse termo "sotaque britânico" nem existe oficialmente... mas isso é outro papo (chaaaato).

Enjoy:


fonte: http://www.youtube.com/watch?v=kyAgy2CngfY

Ainda tô lutando pra entender 100% essa galera. Isso porque não estamos considerando escoceses, a galera de "Wales" e as dezenas de nacionalidades (e portanto vários sotaques) do mundo.


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